"Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos! E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma simples e mortal garota igual a cem mil outras garotas.
Ah!!! Mas se tu me cativas... nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo, e eu serei para ti a única no mundo...
Minha vida será como que cheia do sol... Conhecerei seus passos, um barulho que será diferente dos outros... Será como música aos meus ouvidos...
Se tu queres um amigo, cative-me!!!
Tu te sentarás primeiro, um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto dos olhos e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas a cada dia, tu te sentarás cada vez mais perto... e... se tu vens, por exemplo, às quatro horas da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro hora então... estarei inquieta e agitada. Descobrirei o preço da felicidade. E assim, tu estarás sempre presente em meu coração!!!
Assim, há amizades que são feitas de risos e dores compartilhadas, outras de escolas, outras de saídas, cinemas, conversas, diversões; há ainda aquelas que nascem e a gente nem sabe de quê, mas que estão presentes. Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação.
Aprendemos a julgar as pessoas sem julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos (e fazemos isso inconscientemente, ás vezes) etiquetá-las.
É o tempo que ganhamos com cada amigo que faz cada pessoa tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido.
São lembranças para cinco minutos depois ou anos até. Uma pessoa se torna importante para nós, e nós para ela, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudade e nesse instante trazer o outro bem pertinho da gente.
Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos, um diferente do outro. O importante é saber aproveitar o máximo cada minuto vivido e ter, depois, no baú das lembranças, horas para recordar, mesmo quando essas pessoas estiverem longe dos nossos olhos."
(Trechos adaptados do livro "O Pequeno Príncipe" de Antoine Saint Exupéry)
Nenhum comentário:
Postar um comentário